quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Vivo e Mozilla criam sistema que dá funções de smartphone a celulares simples




A operadora Vivo e a Mozilla, organização desenvolvedora do navegador Firefox, anunciaram nesta quinta-feira (19) em São Paulo que estão trabalhando em um sistema operacional para celulares chamado "Open Web Device". Esse sistema fará com que aparelhos simples rodem aplicações comumente utilizadas em smartphones.

Os celulares com este "sistema" serão todos baseados na tecnologia HTML 5. O aplicativo para enviar uma mensagem, por exemplo, poderá ser acessado via browser. Será possível inclusive usar essas aplicações offline, ou seja, sem a necessidade conectar-se à internet.

"O sistema é baseado em HTML 5, pois entendemos que esta é a forma de libertar a web", disse Gary Jovacs, diretor executivo da Fundação Mozilla, criticando os sistemas operacionais baseados em aplicativos segmentados.

Ainda não há previsão para o lançamento de celulares com a plataforma, porém Kovacs adianta que o aparelho terá preço de um telefone comum, mas com funcionalidades de smartphone. "Estamos trabalhando com várias fabricantes e esperamos lançar algum aparelho até 2013."
Os celulares deixaram de ser, há tempos, aparelhos para fazer e receber chamadas, trocar mensagens e se distrair com joguinhos simples. Esses modelos com funções reduzidas ainda existem, é claro, mas hoje a maioria quer ter smartphones - os celulares inteligentes com zilhões de recursos, que ganharam o papel de computadores de bolso.

TJ mantém proibição de venda de novas linhas pela operadora TIM em AL




Eduardo Andrade determinou à Anatel que se pronuncie acerca da ampliação da rede da empresa de telefonia
O desembargador Eduardo José de Andrade negou o pedido de efeito suspensivo interposto pela operadora de telefonia TIM contra a decisão do juiz da 18ª Vara Cível da Capital  Maceió (Fazenda Estadual), que tinha proibido a comercialização de novas promoções, assinaturas ou habilitação de novas linhas.

O desembargador determinou ainda que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no prazo de 30 dias, intervenha no feito e se pronuncie acerca da capacidade de ampliação da rede de 2012 apresentado pela operadora para solucionar problemas apontados no questionado relatório de fiscalização.

“Que a agência reguladora também apresente os indicadores de qualidade dos serviços de telefonia móvel prestados pela operadora TIM em Alagoas”, determinou o desembargador Eduardo Andrade, em decisão publicada na edição desta quinta-feira (19) do Diário da Justiça Eletrônico (DJE).

Por meio de agravo de instrumento, a operadora de telefonia tentava reverter a decisão do juízo da 18ª Vara Cível da Capital, que proibiu a venda de novas linhas e determinou à empresa a apresentação, no prazo máximo de 30 dias, de projeto de ampliação de sua rede.

Inconformada com a decisão inicial, a operadora dizia haver “incompetência absoluta da justiça comum estadual” para processar e julgar a presente ação civil pública, argumentando que o órgão competente para julgamento seria a Justiça comum federal, esfera jurídica em que se insere a Anatel.

Na decisão, o desembargador Eduardo José de Andrade sustenta que “não prosperam” as alegações da empresa. Ele fundamenta que, não sendo a Anatel autora, assistente, opoente ou ré, na presente ação civil pública, a competência para julgamento da questão seria da Justiça comum estadual

Explica ainda que, versando a demanda sobre direito relacionado às partes entre as quais há contrato firmado (operadora e consumidores), haveria “desnecessidade” de a Anatel intervir no feito. Ele também fundamenta sua decisão transcrevendo trecho de voto da ministra Eliana Calmon, do STF.

“Apesar de caber à Anatel zelar pelo interesse do consumidor e a aplicar sanções às concessionárias, somente quando a agência faltar com seu dever fiscalizador é que poderá responder em juízo nesses limites, em face de sua conduta omissiva, mas nunca solidária ou subsidiariamente”.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

TIM é proibida de vender novas linhas em Pernambuco





A TIM foi proibida pela Justiça Federal de habilitar novas linhas e vender novas assinaturas em Pernambuco por ao menos 30 dias. A decisão foi tomada a pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Estado e da Adeccon (Associação de Defesa da Cidadania e do Consumidor), a decisão é passível de recurso.



As entidades apontam problemas constantes na prestação de serviços pela operadora, como a interrupção de ligações e ausência de sinal. E de acordo com a liminar, concedida ontem, a Justiça fixou multa de R$ 10 mil por nova linha comercializada sem autorização, e de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento da determinação.

A TIM só poderá retomar as vendas após comprovar possuir equipamentos e instalações suficientes para atender a demanda estadual.

Pelos mesmos motivos, a operadora também foi proibida pelo TRF-5 (Tribunal Regional Federal da 5ª Região), em dezembro passado, de vender novas linhas no Ceará. O tribunal reverteu a decisão em janeiro.

Em Pernambuco, apesar da ordem, as vendas foram normais nesta sexta-feira. Em nota, a operadora informou que ainda não havia sido notificada e que “a partir da confirmação da decisão, observará a determinação judicial”.

A empresa afirmou ainda que promove “investimentos consistentes” em Pernambuco”. Citou R$ 80 milhões em recursos para instalação de 3.800 novos equipamentos de transmissão, o que elevaria em 66% a base da operadora no Estado.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

ESCOPO DE SERVIÇOS E ESPECIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS ERB'S e HELIPONTOS



TERCEIRA VISÃO TELECOM
CONTATO (62) 3208 7515/ 8143-8756/8181-8367
terceiravisaositeacquisition@bol.com.br






AQUISIÇÃO DE LOCAIS
Identificação e apresentação de no mínimo 3 potenciais candidatos tecnicamente viáveis dentro do raio de busca, de acordo com a legislação vigente do município e com a documentação do imóvel regular dispostos a negociar um contrato de locação para cessão de espaço físico com valores de acordo com a realidade para instalação de equipamentos e Contratação de espaço físico através de um dos instrumentos previstos legalmente (Contrato de locação, comodato, etc).
Visita na prefeitura para verificação e análise da legislação vigente (caso existir), com objetivo de efetuar a busca de acordo com as exigências do município.
Análise preliminar do COMAR tem o objetivo de informar as possíveis interferências da implantação em relação às Zonas de Proteção de Aeródromos, Helipontos e Auxílios à Navegação Aérea da Região, conforme previsto na Portaria 256/GC5, de 13 de maio de 2011.
Análise da documentação para fechamento de contrato com emissão de parecer jurídico contendo os riscos (baixo/médio/alto) quanto à locação.
Apresentação de relatório de justificativa/inviabilidade, caso não seja possível apresentação de 3 candidatos.
Registro do contrato de locação na matrícula do imóvel.
OBS: A apresentação de candidatos fora do raio de busca, que não atendam a legislação e/ou que não contenham a documentação regular do imóvel, só se dará mediante autorização da contratante via e-mail.

SEGUNDA BUSCA
Busca de novos locais para aquisição contemplando todas as características da primeira busca que atendam as novas solicitações por parte da Contratante e renegociação das relações de contratação e jurídicas.


LICENCIAMENTO
URBANÍSTICO
Processo que engloba todas as ações, atividades, serviços necessários para a regularização e anuência de Estação Rádio Base ante as exigências das legislações em vigor, junto aos órgãos licenciadores.
Montagem dos processos de acordo com as exigências de cada município, acompanhamento dos processos in-loco e via telefone, capacidade de esclarecimento e resolução de todas as dúvidas e eventuais problemas, podendo representar a contratante em toda e quaisquer reunião do âmbito para emissão das licenças.


LICENCIAMENTO AMBIENTAL
Processo necessário para autorização emitida pelo órgão público competente definida pela Resolução Conama 237/97. Ela é concedida ao empreendedor para que exerça seu direito à livre iniciativa, desde que atendidas as precauções requeridas, a fim de resguardar o direito coletivo ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Importante notar que, devido à natureza autorizativa da licença аmbientаl, essa possui caráter precário.
Montagem dos processos de acordo com as exigências de cada órgão, acompanhamento dos processos in-loco e via telefone, capacidade de esclarecimento e resolução de todas as dúvidas e eventuais problemas, podendo representar a contratante em toda e quaisquer reunião do âmbito para emissão das licenças.

COMAR DEFINITIVO SIMPLES
Autorização do COMAR com emissão do Ofício informando a altura liberada para instalação da ERB, de acordo com os dados emitidos na pré-análise.

COMAR ESPECIAL
Processo necessário quando há restrições especificadas na pré-análise com possíveis violações de altura na região, existindo a possibilidade da não autorização para a obtenção da licença.

ESTUDO AMBIENTAL
Estudo que tem como objetivo avaliar a influência do empreendimento sobre o Meio Ambiente à qual estará inserido, analisando os possíveis impactos ambientais acarretados pela sua implantação e, a partir desta análise e avaliação, propor medidas de mitigação mais adequadas para os impactos negativos de forma a não permitir a degradação do Meio Ambiente, juntamente com sua respectiva ART
Estudo elaborado pela equipe de Engenheiros Ambientais.


EIV (com pesquisa de Vizinhança)
Estudo onde são apresentadas as características da empresa participante do processo, bem como, as características geral do empreendimento e da região onde se encontra inserida a Estação Rádio Base - ERB, complementando os efeitos positivos e negativos com o funcionamento do empreendimento com o intuído da preservação da qualidade de vida da população residente na área de suas proximidades.
Pesquisa de no mínimo 50 pessoas ou de acordo com a solicitação da prefeitura, na região onde será instalada a ERB.

Solicite orçamento para ERB'S
(62) 3208 7515/8143 8756 /9283 3721



TERCEIRA VISÃO , ATUANDO , Regularização de Helipontos em São Paulo.



"Moro em São Paulo, no bairro do Brooklin, perto da Avenida Luiz Carlos Berrini, um dos cartões-postais da modernidade paulistana. Tem dias, no entanto, em que sinto vontade de aprender a jogar bumerangue, para ver se acerto a hélice de algum helicóptero que passa pelas redondezas. O que irrita não é estar no meio da rota deles, como acontece em praticamente todos os outros bairros de São Paulo; o que me deixa louco é o vaivém, os círculos que eles ficam fazendo no ar, e o fato de estarem inatingíveis lá no céu, enquanto nós, pobres mortais, enlouquecemos aqui embaixo, tapando os ouvidos e esperando que alguém tome alguma providência para acabar com esse absurdo desrespeito à vida humana."

Esse desabafo, cujo autor prefere ficar anônimo, exprime a angústia e o inconformismo de uma parcela representativa da população paulistana, que sofre diariamente com os pousos e decolagens de helicópteros, um meio de transporte extraordinário por sua flexibilidade, mas cujo uso desenfreado e sem regulamentação acaba por transformar a vida de muita gente (que não utiliza o serviço) num verdadeiro pesadelo.

"Quando um helicóptero pousar ou decolar perto de sua casa, se estiver com janela aberta, corra para fechar. O deslocamento de ar é grande e derruba vasos, traz muitos prejuízos", afirma o advogado Marco Antonio Castello Branco, presidente da Sociedade Amigos do Itaim Bibi (Saib), bairro paulistano que está na rota de helicópteros com destino às avenidas Paulista, Faria Lima e Berrini, ou que delas retornam. Ele conta que a entidade conseguiu, nos últimos seis anos, a interdição de três helipontos na região. Falta, no entanto, uma lei específica relativa ao assunto. "É um desrespeito à cidadania. Ninguém pode ler, conversar ou trabalhar. Não existe nenhuma regulamentação", diz.

Um estudo da associação afirma que o barulho insuportável do motor e das hélices dessas aeronaves é prejudicial à saúde, já que supera em muito o máximo aceitável de 75 decibéis. "Numa decolagem, chega-se a 150 decibéis, mais do que o ruído de uma britadeira, por exemplo, o que pode ocasionar problemas sérios de audição, além de transtornos psicológicos", afirma Léo Rosenbaum, sócio titular do escritório paulistano Rosenbaum Advocacia, que se especializou no assunto, segundo ele próprio admite, por ter sido uma das vítimas desse tipo de poluição sonora.

Tornando-se uma espécie de paladino dos inconformados com o intenso tráfego aéreo paulistano, Rosenbaum considera que o trânsito cada vez mais caótico dos grandes centros, como São Paulo, é a causa do notável aumento de helicópteros sobrevoando os céus das cidades brasileiras. Desdobramento natural dessa tendência de mercado foi a proliferação dos helipontos - áreas destinadas a pousos e decolagens, que podem ficar no solo ou no topo dos edifícios -, mas que não veio acompanhada de regulamentação específica. "Além do barulho, há, claro, também o risco de acidentes, expondo diariamente a população a um perigo real", diz ele.

O estado de São Paulo, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), tem a segunda maior frota urbana de helicópteros do mundo e também a segunda em número de operações. Ao todo, são 754 aeronaves registradas no estado, 464 delas apenas na capital. Outras 80 devem chegar durante este ano. Atualmente, são 260 helipontos na capital paulista, dos quais 200 ficam em pontos elevados (em edifícios), e há uma grande concentração no entorno do Aeroporto de Congonhas, para a facilidade de locomoção dos usuários, geralmente altos executivos e empresários.

O maior problema, reconhecido pela própria Anac, é que nem todos os locais de pouso têm o aval da agência e são licenciados pela prefeitura - determinação legal para que possam funcionar, obedecendo normas urbanísticas que evitem incômodos aos moradores da vizinhança.

Em Outubro de 2009 foi sancionada em São Paulo a lei nº15.003, regularizando o uso de helipontos na cidade.

Essa lei, regulamentada sob o decreto nº50.943, estabelece as normas e diretrizes para o pedido de alvará daquilo que anteriormente era chamado como ‘laje de segurança’: a área superior de uma edificação com capacidade para pouso e decolagem de uma aeronave.

A nova lei restringiu em cerca de 70% o uso de helipontos existentes em São Paulo. Muita discussão e divergência existem sobre o assunto. Por isso, vale à pena, antes de tudo, saber as etapas que são exigidas pela regularização.

Para solicitar o alvará de licença de uso do heliponto, o trâmite de documentos acontece nos seguintes órgãos:
• ANAC: Agência Nacional de Aviação Civil
•SEMPLA: Secretaria de Planejamento da Cidade de São Paulo
•SEHAB: Secretaria de Habitação da Cidade de São Paulo
•Sub prefeitura regional

Cada um desses órgãos públicos solicita inúmeras informações para que seja realizado o licenciamento do heliponto. Estas informações, em determinado momento interagem e se complementam, em um processo que pode levar cerca de 1 ano.

Dentre essas informações, a parte crucial do pedido de alvará está em um estudo urbanístico solicitado pela Prefeitura Municipal, denominado Estudo de Impacto de Vizinhança. O EIV, como é comumente nomeado, segue um Termo de Referência, que é parcialmente descrito na lei, como veremos a seguir. Este EIV gera um Relatório de Impacto Ambiental, executado pela Consultoria

Aeronáutica contratada, que por sua vez é jurídica e criminalmente responsável por todas as informações que apresentar. O EIVé o documento que relata toda a situação urbana que acontece no entorno do heliponto/aeródromo.

Após aprovação pela SEMPLA, a SEHAB analisa a edificação propriamente dita: as plantas do prédio. Esta etapa verifica, entre outras questões, os 10ms de recuo em cada lado do helionto, estipulados pela nova lei.

Tendo obtido a aprovação dos dois órgão anteriores, o pedido vai para a sub prefeitura municipal, que expede o alvará de permissão de uso do heliponto.

Por fim, com o alvará expedido, é dada a entrada na ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil, com a solicitação específica do heliponto em pauta. Essa solicitação pode ser tanto um pedido/autorização de construção, no caso de um novo aeródromo, como a solicitação de renovação de registro de um heliponto já existente.

Essas etapas não seguem necessariamente essa ordem. É fundamental que o Estudo de Impacto de Vizinhança seja feito no início do processo, não só por sua complexidade e demora, mas também porque é a documentação que dará o Norte à todas as outras. Cabe a empresa contratada para o licenciamento acompanhar diariamente todas as solicitações feitas por esses órgãos quanto ao seu processo.

É importante ressaltar aqui que, helipontos já existentes na cidade de São Paulo, mesmo que dentro do prazo de utilização da ANAC, são obrigados a passar por todo o processo descrito. Pois a Agência Nacional de Aviação Civil é responsável pela liberação do espaço aéreo, enquanto os órgãos municipais são responsáveis pelas autorizações da edificação.

Recentemente, o Jornal Folha de São Paulo publicou matéria informando que o Prefeito Gilberto Kassab pretende recuar e amenizar as normas para funcionamento dos helipontos na cidade de São Paulo. Mas não há data prevista nem informações concretas sobre os tipos de atenuações previstas.

Veja a seguir o texto na íntegra, extraído do Diário Oficial Cidade de São Paulo, em 24 Outubro de 2009.Fontes:

http://www.radarmunicipal.com.br/legislacao/lei-5003
http://dobuscadireta.imprensaoficial.com.br/default.aspx?DataPublicacao=20091024&Caderno=DOC&NumeroPagina=1
http://www.radarmunicipal.com.br/legislacao/decreto-50943
http://dobuscadireta.imprensaoficial.com.br/default.aspx?DataPublicacao=20091024&Caderno=DOC&NumeroPagina=1

LEI Nº 15.003, DE 23 DE OUTUBRO DE 2009
(Projeto de Lei nº 41/07, do Vereador Chico Macena - PT)

Estabelece diretrizes e normas referentes à construção, instalação, reforma, ampliação e utilização de aeródromos, heliportos e helipontos no território municipal, de acordo com a Lei n 13.430, de 13 de setembro de 2002 e dá outras providências.

Colaboração:

Roberto Santos - Relações Institucionais é o DEPARTAMENTO DE LICENCIAMENTOS, atuante na resolução de questões ambientais e urbanísticas que envolvam vários órgãos públicos.Com especialização (EM QUESTõES PARA ERB'S- ESTAÇÃO RÁDIO BASE E HELIPONTOS) .

ORÇAMENTOS PARA REGULARIZAÇÃO DE HELIPONTOS
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Centros urbanos se transformam com auxílio da TI

“O verdadeiro objetivo das grandes cidades é nos fazer desejar o campo”. A frase do poeta e dramaturgo Eduardo Marquina, pronunciada há mais de 50 anos, serve bem para ilustrar a complexidade e os problemas que estão presentes nos atuais centros urbanos. Engarrafamentos, cortes de energia ou deterioração da infraestrutura pública tornaram-se rotina em muitas metrópoles ao redor do mundo.

Por isso, é necessário otimizar e melhorar a eficiência dos serviços [tanto públicos como privados] que são oferecidos aos cidadão. Foi assim que nasceu o conceito de cidade inteligente, um paradigma urbano, em que as novas tecnologias desempenham importante papel para controlar e aproveitar o máximo de informação possível. Muitos projetos foram lançados nos últimos meses, mas ainda há um longo caminho a percorrer.

“O conceito de cidade inteligente nasceu de uma necessidade fundamental que está sendo experimentada no mundo, já que em 20 anos cerca de 5,5 bilhões de pessoas viverão nos grandes centros", diz Marta Gonzalez, especialista do setor que atua no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

"Na Ásia, por exemplo, todos os dias 130 mil pessoas se deslocam em uma cidade. Isso irá trazer muitos problemas, assim como a pobreza e a piora do trânsito. Por isso, devemos estar preparados para usar os recursos de forma mais eficiente nas cidades."

Essa é a abordagem que vem se espalhando entre as administrações públicas de todo o mundo. Cidades como Abu Dhabi e Cingapura estão realizando investimentos sem precedentes para tornarem-se inteligentes. Outras grandes metrópoles como Londres, Nova York, Paris, Tóquio e Xangai também estão se mostrando ativas no desenvolvimento de iniciativas para serem verdadeiras cidades inteligentes.

Málaga, Barcelona, Santander e Madrid estão à frente nessa área, de acordo com um relatório da consultoria IDC. A cidade andaluzia foi pioneira na integração das energias renováveis na rede elétrica, uma iniciativa que promete gerar economia de 20% de energia para as 12 mil famílias beneficiadas pela iniciativa.

Em Barcelona, por exemplo, a adoção de tecnologias da informação e comunicação (TICs), especialmente focadas na área da mobilidade, possibilitou a execução de um projeto que deverá materializar carros eletrônicos. Enquanto isso, Santander tem realizado avanços significativos nas áreas de energia, construção e ambiente, com cerca de 20 mil sensores implementados para monitoramento ambiental e tráfego, bem como gestão de resíduos e eficiência do transporte público, abrindo caminho para a “Internet das Coisas”.

Setor privado também quer ser inteligente

Esses são exemplos de como o setor público pode melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes a partir da implementação de soluções de TIC nos seus processos de gestão. Mas o setor privado também pode tirar proveito desse novo paradigma, em conjunto com o governo. "O indivíduo é o proprietário da informação e gera benefícios econômicos e se o indivíduo quer recuperar essa informação deve ser capaz de fazê-lo”, afirma Marta.

A especialista do MIT defende que a privacidade dos cidadãos será preservada porque não trata de dados individuais, mas anônimos e agregados, que são aqueles que têm valor para a compreensão dos hábitos e movimentação das pessoas. "Na era da informação, nossa sociedade deve ter comunicação global e acesso instantâneo à informação. Receber a informação é vital para aumentar a qualidade de vida das pessoas ", diz ela.

É com esse objetivo que trabalham MIT e Zeerca, empresa espanhola do setor móvel. "A ideia é usar dispositivo móvel como sensor que permite saber em tempo real o estilo de consumo de diferentes lugares, com um alcance de 50 metros", explica Marta. "Isso nos permite entender como as pessoas usam os parques da cidade, fazem compras ou quando está em casa”, explica. Segundo ela, os dados colhidos podem ajudar um comércio a enviar ofertas mais assertivas ao cliente preferencial.

Áreas para explorar

"Hoje, existem protótipos de muitas pesquisas, como robôs que auxiliam idosos em suas casas ou carros elétricos sem motorista", diz a pesquisadora do MIT. "O próximo passo para as cidades inteligentes é que esses protótipos vão sair do campo da pesquisa e invadir a realidade e a primeira cidade que vai mergulhar nesse conceito creio que será Cingapura”, observa.

Grandes apostas prometem transformar completamente a percepção atual das cidades na forma que conhecemos. "A revolução da informação é comparável à revolução industrial e os desafios da explosão urbana que enfrentamos. Toda essa riqueza de informações que é gerada deve ser usada”, recomenda.

De acordo com Marta, seguindo essa premissa, as empresas estão sendo desafiadas a tirar proveito dessas informações na forma de aplicações práticas para o setor da saúde, educação e comércio, sempre à procura de uma melhor distribuição dos serviços baseados em informações sobre a demanda em tempo real.

Claro registra queda de 66,72% no número de novos assinantes




Enquanto isso, a TIM mantém a segunda posição em telefonia móvel, amplia a base e vem se aproximando da líder Vivo.


A briga pelo topo do setor de telefonia móvel continua acirrada. Há meses, TIM e Claro vêm lutando para ganhar espaço no mercado e se aproximar da líder Vivo. Desde julho de 2011, a TIM vem-se mantendo na segunda posição e números divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) hoje (15/2) mostram que a diferença entre as segunda e terceira colocadas no ranking está aumentando. A distância entre TIM e Claro agora é de 17,86% [em novembro de 2011 era de 17,1%].

Em janeiro de 2012, a TIM contabilizou 1.043.309 novos assinantes, somando 65.126.458 celulares habilitados, o que a coloca com a diferença de 4.365.175 acessos em relação à Claro, que adicionou à sua base 381.781 novos assinantes, somando 60.761.283. Em dezembro de 2011, a Claro registrou aumento de 1.147.128 novos assinantes, esse desempenho mostra uma diferença de menos 765.347 celulares habilitados, queda de 66,72% em relação a dezembro.

Embora Vivo, TIM, Claro e Oi tenham recuado em número de novos assinantes [geralmente, dezembro há grande adição de assinantes em razão do Natal], a queda mais expressiva foi a da Claro. No período, TIM, Claro e Oi também perderam participação no mercado de 0,1%, 0,15% e 0,16%, respectivamente. Somente a Vivo obteve aumento de 0,19% no market share, ao somar à sua base 1.331.653 assinantes novos, totalizando 72.885.253 acessos.

A Oi também sofreu queda na adição de novos assinantes e permanece na quarta colocação. Em dezembro de 2011, registrou 822.522 novos usuários [total de 45.484.082] e em janeiro 171.272 [total de 45.655.354].

Segundo dados da Anatel, o Brasil encerrou janeiro com quase 245,2 milhões de acessos de telefonia móvel, sendo que a teledensidade foi de 125,29 [em dezembro de 2011 foi de 123,87]. Destaque ainda para a ativação de terminais de banda larga 3G, que somaram 50,8 milhões, um crescimento de 23,45% sobre os 41,1 milhões registrados em dezembro do ano passado.

* Com informações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)

TIM pode ficar fora do leilão de 4G





O presidente da TIM, Lucas Luciani, admitiu hoje (16/02), que a operadora do grupo italiano poderá ficar fora do leilão para venda da faixa para prestação dos serviços de 4G, previsto para maio. O executivo já havia se manifestado contra o uso da freqüência de 2,5 GHz para implantação das redes LTE no Brasil.

“Se as condições não acompanharem a alocação de recursos e retorno de capital, não vamos para o leilão”, disse Luciani durante apresentação dos resultados financeiros da TIM na manhã desta quinta-feira.
A TIM era uma das operadoras que vinham defendendo o adiamento do leilão e reivindicando ao governo a troca da faixa de 2,5 GHz pela de 700 MHz, que atualmente é utilizada pelas empresas de radiodifusão, e poderá ser alocada para prestação de serviços de banda larga móvel, quando a TV analógica migrar para a tecnologia de alta definição. Esse espectro estará livre em 2016, gerando o chamado dividendo digital para as operadoras de telecomunicações.

O argumento de Luciani e de outras operadoras é de que a faixa de 700 MHz é a mais adequada para LTE no Brasil porque o volume de investimentos é menor do que o necessário para redes com 2,5 GHz. “É difícil pensar em espectro sem pensar em crescimento com eficiência”, diz o presidente da TIM, que é a favor do compartilhamento de rede para baratear os investimentos em infraestrutura.

Mario Girasole, diretor de assuntos regulatórios da TIM, completa que ainda há muitos pontos do edital da Agência Naciona de Telecomunciações (Anatel) a serem discutidos. Um deles é sobre a faixa de 450 MHz, destinada pelo governo para levar 3G para escolas rurais e áreas remotas. As teles terão que comprar essa frequência com a de 4G. “Serviço público deveria ser resolvido com recursos de fundos setoriais”, disse o executivo.